segunda-feira, outubro 10, 2011

Câmeras registram sequestro de mulher que pediu ajuda por bilhete


A estudante foi levada pelo braço até o carro da quadrilha e colocada no banco de trás. Dali, ela foi direto para o cativeiro. Quem viu o sequestro se desesperou.
Câmeras de segurança registraram o sequestro de uma estudante de 30 anos, na Zona Norte de São Paulo. Ela foi libertada do cativeiro pela polícia na noite deste domingo (9), depois de a refém ter feito um pedido de socorro por meio de um bilhete em um pedaço de papel higiênico, como mostra reportagem do Jornal Nacional.

A vítima chegava em casa perto da hora do almoço e tudo parecia tranquilo na rua onde ela mora. Ela não percebeu, mas era seguida por uma quadrilha. O primeiro carro, preto, passou por ela e bloqueou a rua. Um outro parou logo atrás. Em seguida, dois sequestradores armados desceram do primeiro carro.
Um deles usava no pescoço algo que parecia um distintivo da polícia. Um terceiro homem também desceu e se aproximou da mulher que andava com uma criança no colo, do outro lado da rua. Ela não parou. Na sequência, os sequestradores pegaram a motorista e a bolsa dela.
Foram nove dias sem notícias, até a descoberta do cativeiro, na noite de domingo. O cárcere ficava nos fundos de uma casa na Zona Leste da cidade. A polícia só chegou ao local porque a vítima pediu socorro, sem que os sequestradores percebessem.
Um dia antes, ela conseguiu jogar pela janela um bilhete escrito num pedaço de papel higiênico que dizia: “Estou sequestrada faz oito dias. Pelo amor de Deus chame a polícia. Faça uma denúncia anônima. Salva a minha vida, por favor. Sou mulher, tenho filho e estou com muito medo. Não sei onde estou”.
A casa usada como cativeiro tinha sido alugada pelos sequestradores havia dois meses. Um casal deveria estar morando ali. Era um cenário preparado pela quadrilha. A vítima tinha sido orientada a dizer que o vigia do cativeiro era o marido dela, caso a polícia descobrisse o lugar.
A mulher cumpriu as ordens até mesmo na frente dos policiais, custando a acreditar que o sequestro tinha chegado ao fim. “Me apresentei como delegado, como policial, procurei apresentar os demais companheiros ali e a mulher mesmo assim repetia que aquele homem era o seu marido. Quando ela viu esse papel (o bilhete) a reação foi absolutamente diferente da inicial. Ela veio, me abraçou, pediu socorro e começou a chorar”, contou o delegado Marcelo Augusto Monteiro.
Até agora um único suspeito, que tomava conta do cativeiro, foi preso.

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